segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Judaísmo, anti-semitismo, sionismo
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Com as mãos ensangüentadas
Ao contrário do que o lobby israelense tenta passar, não são apenas os grupos árabes que lançam mão de atos terroristas, Israel também se utliza desses recursos (e fartamente). Bom, acho que isso nunca foi novidade alguma pra ninguém. O que talvez o caro leitor desconheça, é que a fundação do Estado de Israel está intimamente ligada à atos criminosos de grupos de extremistas sionistas. As fotos também são muito significativas e mostram o grau de militarização à que chegou aquela sociedade.A reportagem do jornalista britânico Johann Hari, que apresento logo abaixo, é ao mesmo tempo, reveladora e chocante.
No entanto, se dependesse apenas do que a grande mídia nos transmite, acharíamos (como muita gente acha) que Israel se preocupa muito com a paz mundial; e que está fadado a viver cercado por uma turba ensandecida de palestinos violentos e ignóbeis. Esquecem porém estes, ou melhor, fazem questão de ignorar, o fato de que desde sua fundação Israel ter sua história marcada por crimes de terrorismo e um desprezo latente pelos Direitos Humanos, sendo inclusive acusado pela ONU em diversas ocasiões como um estado terrorista.
Como já dizia aquela série americana: "a verdade está lá fora."

- Israel não deve esquecer sua origem terrorista
por Johann Hari*
Enquanto as forças israelenses matavam mais de 300 civis e expulsavam de seus lares meio milhão de pessoas com o pretexto de erradicar o ‘terrorismo’, uma pequena e amarga ironia histórica não era notada em julho de 2006 em Israel.
Os veteranos de outra organização ‘terrorista’ se reuniram bem na frente das forças israelenses, para celebrar a matança de 91 pessoas, entre elas 28 britânicos, em um hotel de Jerusalém.
Recordaram com carinho os dias em que colocavam bombas que fizeram voar em pedaços civis em ônibus, mercados e cafés, introduzindo essa tática no Oriente Médio.
Lembraram-se de quando cercaram todos os habitantes de uma aldeia – 251 homens, mulheres e crianças- e os mataram a tiros.
Inclusive celebraram a captura de soldados do grupo inimigo, que foram mantidos prisioneiros durante semanas até serem finalmente enforcados.
E essa organização terrorista, foi castigada com um bombardeio da força aérea israelense? Que nada!
Esse grupo se chamava IRGUN e era composto por nacionalistas judeus cujos filhos agora formam parte da elite que governa Israel.
Durante as décadas de 1930 e 1940, puseram bombas em toda a Palestina, tendo como alvos tanto os soldados britânicos como a população civil palestina. Seus objetivos eram: expulsar os britânicos e obrigar, através do terror, que a população palestina aceitasse de maneira incondicional a criação de Israel.
É pouco provável que Ehud Olmert, o primeiro ministro israelense que declarou a ‘guerra ao terror’ condene o IRGUN. Ele passou três anos de sua vida em campos de adestramento, enquanto seus pais contrabandeavam armas para a organização.
Tzipi Livni, a ministra de relações exteriores, que muitos consideram que será a próxima primeira ministra, é filha do diretor de operações militares do IRGUN e orquestrador de matanças de civis.
Enquanto a guerra de 2006 contra o Líbano passava ao primeiro plano de atenção, os combatentes do IRGUN inauguraram uma placa que comemora os 60 anos de sua decisão de fazer voar pelos ares o hotel Rei David.
Se Olmert, Livni e a população israelense pudessem recordar sua própria história familiar de ‘terrorismo’, seriam capazes de ver quão inúteis são suas atuais campanhas militares contra os ‘terroristas’ em Gaza e no Líbano.
(...)
*Johann Hari - premiado dramaturgo e jornalista britânico.


Abraços!!
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quinta-feira, 1 de novembro de 2007
A mídia, o terrorismo e a Matrix
Sou partidário de uma mídia independente (como aliás, já devem ter percebido), desatrelada dos grandes interesses políticos e econômicos que tendem, de forma tendenciosa, manipular a informação. É particularmente interessante a relação da grande imprensa e do mundo Ocidental, com a questão árabe. É bastante perceptível, um "tratamento diferenciado" para julgar crimes cometidos por pessoas, grupos ou países.Como exemplo, pegarei o caso do terrorismo internacional, que anda tão em voga ultimamente. Ora, ninguém nega a existência de grupos terroristas árabes, sejam eles da Palestina, Líbano, Iraque, ou mesmo os considerados Estados Terroristas como Irã, Líbia, Síria, Paquistão (nesse caso, me refiro também a qualquer país que possa se enquadrar na categoria de ditadura, ou governo de exceção). Mas pouco, ou melhor, NADA se fala do Terrorismo de Estado praticado (em larga escala) por países como Estados Unidos e Israel, que não raro, promovem verdadeiros atos de carnificina contra alvos, sabidamente indefesos.
No entanto, a imprensa não procura dar o mesmo tratamento, e não há dúvidas de que essa é uma atitude deliberada. Nas ações militares israelenses e norte-americanas, quando atingem de forma fatal agrupamentos civis, em regiões densamente povoadas; ou se passa a idéia de cumplicidade daquelas vítimas com os possíveis terroristas aos quais aquelas forças caçavam, ou quando esta manobra se torna ridícula, procura-se passar a idéia de um "trágico erro" ou "acidente lamentável". Nunca se considera, tais ações - sejam elas praticadas por Estados Unidos, Israel ou qualquer um de seus aliados – como mais um exemplo do “maligno flagelo” do terrorismo internacional. Não é exagero dizer portanto, que a grande mídia mundial trata dos crimes cometidos pelo Tio Sam e seus comparsas, de forma bastante conivente. Nesse caso, sempre se abre espaço para uma desculpa, ou melhor, uma justificativa, quase sempre digna de nojo.

É considerado quase uma heresia portanto, chamar Israel de Estado Terrorista, e no entanto é isso que é. Mas o infeliz que o fizer, será tachado covardemente, de anti-semita, mesmo que não tenha em nenhum momento falado a respeito da religião judaica ou dos judeus e sua cultura, de forma depreciativa.
Para quem se interessa pelo assunto terrorismo internacional, as suas interpretações, como ele é entendido pelo Ocidente e como ele é de fato; aconselho a todos o livro: Piratas & Imperadores: antigos & modernos: o terrorismo internacional no mundo real (Pirates and Emperors, old and new), escrito pelo lingüista norte-americano Noam Chomsky. Nesse livro, ele discute exatamente a respeito do assunto por mim abordado aqui. Baseado numa vasta pesquisa (incluindo de jornais a documentos do governo) sobre o terrorismo moderno. Famoso pela sua crítica contundente, Noam Chomsky chegou a ser considerado pelo The New York Times (jornal que aliás é alvo de muitas de suas críticas), como "um demolidor de verdades consagradas”. Imperdível.
Tendo em vista tudo o que discuti aqui, acho que seria bastante pertinente, uma colocação a respeito do filme Matrix. Segundo a película cinematográfica, vivemos num mundo irreal, num sono eterno, e tudo isso não passa de realidade virtual. Somos um exército de escravos de um exército de máquinas super-poderosas.Enfim, no filme, o personagem Neo (Keanu Reeves), é convidado a acordar de sua letargia por Morpheus (Laurence Fishburne), que lhe oferece duas pílulas, uma azul e a outra vermelha, tendo que escolher apenas uma delas. Escolhendo a azul, sua mente continuaria aprisionada e ele voltaria a viver naquela grande mentira, mas ao escolher a vermelha, acordaria daquela realidade virtual e receberia a revelação... o deserto do real.
Segue um trecho do filme:
Morpheus: Você quer saber o que é Matrix? Matrix está em toda parte [...] é o mundo que acredita ser real para que não perceba a verdade.
Neo: Que verdade?
Morpheus: Que você é um escravo, Neo. Como todo mundo, você nasceu em cativeiro. Nasceu em uma prisão que não pode ver, cheirar ou tocar. Uma prisão para a sua mente.
O que precisamos é tomar a nossa pílula vermelha, ou do contrário, continuaremos na nossa "stupid little life", acreditando em tudo o que vemos na tevê ou lemos nos jornais. Acreditando também, que os Estados Unidos e seus sequazes têm como objetivo, a paz mundial.Decerto, acreditar em Papai Noel é menos danoso para a nossa existência.
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Unknown
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